Conheça algumas das Doenças Crônicas e quais são .

Postado Por vdrv  |  in Saúde at  21:31
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Doenças crônicas são aquelas geralmente de desenvolvimento lento, de longa duração e, por isso, levam um tempo mais longo para serem curadas ou, em alguns casos, não têm cura. A maioria dessas doenças está relacionada ao avanço da idade e ao estilo de vida – hábitos alimentares, sedentarismo e estresse – característico das sociedades contemporâneas.












A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, que tem como desencadeadores as alterações climáticas; contato com poeira doméstica, mofo, pólen, pêlos de animais e cheiros fortes; infecções como gripes ou resfriados; fumaça; ingestão de alguns alimentos ou medicamentos; e até mesmo alterações emocionais. Na presença de um desses desencadeadores, o músculo que as envolve – os brônquios (vias aéreas) – se contrai e, ao mesmo tempo, as células de defesa migram para o local produzindo uma reação inflamatória. Na asma, essa reação de defesa é exagerada, causando superprodução de muco e um excesso de reatividade dos músculos. Os principais sintomas da asma são tosse seca, chiado no peito, sensação de aperto no peito e dificuldades respiratórias. Ao contrário da percepção de muitos, a asma não é uma doença exclusivamente de inverno. Ela é uma doença crônica, ou seja, contínua, mas que pode ser controlada. No inverno, o ar mais frio, seco e com maior concentração de substâncias alérgenas eleva a incidência de crises asmáticas.

Bexiga hiperativa
O que você provavelmente chame de alteração do controle da bexiga, tem um nome científico: bexiga hiperativa. Trata-se de uma doença crônica, caracterizada por contrações involuntárias frequentes do músculo que forma a parede da bexiga. Essas contrações levam à perda do controle urinário, ocasionando necessidade de urinar com mais frequência, desejo incontrolável de urinar ou perdas involuntárias de urinar (urinar sem querer).A bexiga hiperativa não é uma condição incomum e o mais importante é entender que se trata de uma condição médica real que pode e deve ser tratada e que não faz parte do processo natural do envelhecimento. A degeneração macular relacionada à idade é uma doença que compromete a mácula, região da retina responsável pela visão detalhada, produzindo uma mancha que prejudica a visão central tanto de perto quanto de longe. Essa doença é a principal causa de cegueira entre pessoas com mais de 60 anos de idade e, se não diagnosticada precocemente e tratada imediatamente, gera prejuízos à qualidade de vida dos pacientes por dificultar a realização de tarefas diárias. Pessoas que já tenham casos da doença na família, portadoras de hipertensão arterial, obesas, fumantes, que tenham pele clara ou que se exponham excessivamente aos raios solares são mais propensas a desenvolverem a DMRI. Por isso, é importante prestar atenção a esses fatores, que dependem exclusivamente da mudança dos hábitos de vida, com o objetivo de prevenir a doença. Visitar periodicamente o oftalmologista, especialmente se você ou um de seus familiares se enquadram nas situações acima, pode interromper precocemente este tipo de perda de visão.


O diabetes tipo 2
é uma doença crônica provocada pela deficiência de produção de insulina pelo organismo e/ ou pela incapacidade de usá-la adequadamente. Ao alimentar-se, o organismo transforma grande parte do alimento em açúcar (glicose), que o sangue levará para as células do corpo como fonte de energia. A insulina auxilia a entrada do açúcar nas células e controla sua taxa no sangue. Quando o organismo não produz insulina suficiente ou tem problemas para usá-la adequadamente, as células não absorvem o açúcar corretamente, resultando em uma alta na taxa de açúcar no sangue, ou seja, o diabetes. O diabetes tipo 2 é mais comum em adultos acima de 40 anos, principalmente se estes estão acima do peso, sendo que a doença também acomete crianças e adolescentes acima do peso. Seus sintomas são diversos, como aumento na vontade de urinar; sede excessiva e ingestão de muito líquido; perda de peso; visão embaçada; cansaço, fraqueza, fadiga e tonturas; cicatrizações lentas; aumento na incidência de infecções bacterianas ou fúngicas, especialmente urinárias, cutâneas e vaginais; e sensação de formigamento nas mãos e pés. Doenças de Alzheimer A queixa de perda de memória é comum entre idosos – pessoas com 60 anos ou mais. No entanto, ela pode ocorrer em qualquer idade. Erroneamente, muitas pessoas acreditam que esquecimento ou “rabugice” fazem parte do processo de envelhecimento e, por essa razão, deixam de valorizar sinais que podem contribuir para o diagnóstico precoce do problema, retardando assim seu tratamento. É preciso ficar alerta. Pequenos esquecimentos podem acontecer com qualquer pessoa e em qualquer fase da vida em decorrência de depressão, privação de sono, estresse, efeitos colaterais de medicações, entre outros fatores. Porém, perda de memória, dificuldade na execução de tarefas familiares, problemas com a linguagem, desorientação no tempo e no espaço, escassez ou declínio de julgamento, problemas com pensamento abstrato, perda de objetos, mudanças no humor e comportamento, mudanças na personalidade e perda de iniciativa são alguns sinais que devem alertar para a necessidade de avaliação médica imediata. O mais comum é que a perda de memória seja a queixa inicial, porém, nem sempre os sinais listados acima ocorrem na seqüência em que aparecem aqui. É importante que você considere que qualquer um deles merece ser investigado por um médico, especialmente se o esquecimento estiver interferindo as atividades no trabalho, na vida social e as tarefas domésticas.


Doença de Parkinson 
A doença de Parkinson é uma doença crônica, degenerativa e progressiva, que afeta os movimentos, o controle dos músculos e o equilíbrio. Os principais sintomas da doença são tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos. A deglutição e a mastigação também podem ser comprometidas, pois esses músculos tendem a trabalhar de forma mais lenta – é comum o acúmulo de alimento na boca, eventualmente provocando engasgo. Os sistemas urinário e intestinal podem ficar prejudicados. Outros sintomas não motores da doença incluem depressão, dificuldade para dormir e déficit cognitivo. Embora ainda não exista cura para a doença de Parkinson, ela pode ser controlada com medicamentos e adoção de um padrão de vida saudável. A escolha do tratamento depende das condições de cada paciente, como idade, sintomas predominantes e estágio da doença. O objetivo do tratamento, que deve ser iniciado o quanto antes, é fazer com que o portador conduza sua vida de forma ativa, independente e com qualidade. É importante saber que o tratamento adequado pode trazer muitos benefícios, por isso o uso de medicamento adequado, a atividade física e as demais terapias podem auxiliar de forma significativa no tratamento e até mesmo retardar o aparecimento de diferentes sintomas.

 Doença pulmonar obstrutiva crônica
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), também conhecida como bronquite crônica ou enfisema, é caracterizada pela dificuldade de passagem de ar pelas vias aéreas. A doença provoca inflamação dos brônquios, com produção exagerada de muco e destruição da parede dos alvéolos, gerando sensação de falta de ar. Os principais sintomas da doença são tosse, catarro e falta de ar ao fazer esforço. Ela pode ser considerada leve, moderada ou grave, de acordo com a intensidade desses sintomas. Essa doença, que acomete cerca de 15% das pessoas com mais de 40 anos, pode ser provocada pela inalação de fumaça e gases nocivos. Por isso, a maioria dos portadores fuma ou já fumou. Ela também pode ocorrer em pessoas expostas por muitos anos a locais com fumaça Epilepsia A epilepsia é um distúrbio originado no cérebro, no qual uma predisposição da pessoa resulta em instabilidade dos impulsos elétricos gerados em determinada região do cérebro. Uma crise representa um momento de alteração temporária e reversível do funcionamento da área do cérebro afetada pela epilepsia. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro passa a emitir impulsos incorretos, que podem ficar restritos a esse local (crise parcial) ou se espalhar por áreas vizinhas (crise generalizada). A epilepsia – que atinge cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo – ainda é mal entendida de uma forma geral, e seus portadores são por vezes alvo de preconceito. No entanto, o tratamento dessa doença é um dos que apresentam maior sucesso dentro da neurologia e uma pessoa com epilepsia pode e deve ter uma vida normal. Muitas vezes a causa da epilepsia é desconhecida. Em alguns casos ela pode ter origem após traumatismos graves na cabeça - recentes ou não -, por problemas na hora do parto, podem ser decorrente do abuso de álcool ou drogas ou surgir após tumores no cérebro ou outras doenças neurológicas. Seja como for, o risco de crises no período em que se faz uso correto da medicação prescrita pelo médico é menor, quando também há uma clara melhora da qualidade de vida dos pacientes. O principal é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado.

 Esquizofrenia
A esquizofrenia é um transtorno mental grave que desvincula a pessoa da realidade, fazendo com que seus pensamentos e idéias sejam desprovidos de um significado coerente. Como existe uma grande dificuldade de se comunicar, as relações sociais ficam muito comprometidas. Um agravante é que o paciente com esquizofrenia tem pouca ou nenhuma crítica acerca de sua doença. A esquizofrenia geralmente se inicia na adolescência ou no adulto jovem e pode dificultar muito o convívio em sociedade. Estima-se que a esquizofrenia acometa aproximadamente 1% da população, sendo mais de 1 milhão só no Brasil. Um fato importante é que entre 20% e 40% dos pacientes com esquizofrenia não apresentam resposta adequada ao tratamento e são então considerados resistentes ou refratários. Uma vez diagnosticada a doença e iniciado o tratamento, a esquizofrenia tem evolução variável. Alguns pacientes se recuperam totalmente, outros têm recorrências ou ainda apresentam piora progressiva. Porém, antes de estabelecer um diagnóstico de esquizofrenia refratária, o médico deve certificar-se de que o paciente realmente esteja utilizando o tratamento prescrito, nas doses e horários corretos. Como a esquizofrenia não tem cura, pelo menos até o momento, os métodos de tratamento objetivam controlar ao máximo seus sintomas com medicação antipsicótica e outras medidas de apoio para manutenção, sempre que possível, da independência do paciente com a melhor qualidade de vida. A hospitalização deve ser reservada para casos mais graves, nos quais haja risco para a segurança de terceiros ou do próprio paciente.

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